A primeira transmissão radiofônica foi feita em 1922, no Rio de Janeiro, durante as comemorações dos cem anos da independência do Brasil. O discurso do então presidente Epitácio Pessoa foi transmitido para o alto – falantes instalados no centro da cidade, onde acontecia a Feira Comemorativa do Centenário da Independência. Durante todo o tempo que durou a feira, o chamado serviço de rádio telefone com alto-falantes, importado dos Estados Unidos – transmitiu músicas e a previsão do tempo.
No dia 20 de abril de 1923, começou a funcionar a rádio Sociedade do Rio de Janeiro, atual Rádio MEC, considerada a emissora pioneira no Brasil. Criada por Roquette Pinto e Henrique Moritze, tinha como objetivo “lutar pela cultura dos que vivem em nossa terra”.
Por isso, o rádio no seu começo não foi um meio de comunicação popular. A programação refletia o gosto da elite da época: óperas e conferências (algumas até mesmo em língua estrangeiro) foram as principais atrações do rádio durante toda a década de 20.
Para Roquette Pinto, a principal função do rádio era educar. Ele acreditava que, se o rádio fosse utilizado “com vontade, alma e coração“. Poderia transformar o homem em poucos minutos.
No caso do Brasil, o rádio era o meio de comunicação perfeito para a época: ajudava a superar as longas distâncias, chegando a locais remotos e de difícil acesso.
Pressionado pela concorrência do Rádio comercial, que ficou mais forte nos anos 30, em 1936 Roquette Pinto doou a Rádio Sociedade ao Ministério da Educação e Cultura, com a condição de que o compromisso da emissora com a educação fosse mantido.
Fundadas ainda na década de 20, as rádios Club do Brasil (Rio), Educadora Paulista (São Paulo) e Sociedade da Bahia (Salvador) também apresentavam programas educativos e culturais . Na rádio Club Carioca, por exemplo , em novembro de 1924, o professor Júlio Nogueira iniciou uma série diária de lições práticas de português para corrigir os erros comuns da língua falada.










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